Recordações da Tuna Académica de Coimbra, 1971

Fotografia enviada por um Tuno TT, onde podemos ver, afixada na parede, uma placa que assinala um espectáculo realizado pela TAUC no dia 31 de Julho de 1971, no Cine Ginásio do Uige, interior norte de Angola.


De acordo com os nossos registos, o espectáculo realizou-se no dia 30 de Julho de 1971 mas não se apressem a corrigir isso na pedra pois deve haver uma boa explicação!
Em Julho de 2021, poderemos ir lá afixar outra pedra … 50 anos depois!

Note-se a grandeza e a humildade da Amália Rodrigues que pediu para colocar a sua plaquinha aos pés da gloriosa TAUC! 🙂

Em tão boa companhia, que mais podemos desejar?

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Cantares dos estudantes de Coimbra, Altino Cardoso, 2019

Acaba de sair uma antologia poético-musical intitulada CANTARES DOS
ESTUDANTES DE COIMBRA, com 300 páginas e 218 cantigas (letras e músicas com
cifras).

É autor Altino Moreina Cardoso, antigo aluno da Universidade  de Coimbra (1964-1969), violinista da Tuna Académica e musicólogo com vasta Obra publicada, de que se destaca o monumental GRANDE CANCIONEIRO DO ALTO DOURO, com 1.150 cantigas, em 3 volumes, num total de 1920 páginas – com letras, músicas e um abrangente estudo histórico-literário.
Ver mais em https://amadora-sintra-editora.pt.

Os CANTARES DS ESTUDANTES DE COIMBRA estão distribuídos por oito temáticas:
A. Solenidades
B. Fados e Serenatas de Coimbra
C. Cantares de Convívio
D. Hinos e Cantares das Repúblicas
E. Cantares da Rua (Latadas, Queima…)
F. Cantares do Futebol – Briosa (Mancha Negra)
G. Cantares Brejeiros
H. Cantares Internacionais.

Meu nabo meu grelo, resulta de um aproveitamento trocista, por parte dos estudantes de Coimbra, de um tema da banda sonora do filme Capas negras (1947). Ver aos 5’36” https://youtu.be/dNeCCrNBz7I

Numa época em que as tradições têm tendência para se volatizarem, esta
colectânea pode preservar algo da Alma original e Imaterial da vetusta
Universidade que D. Dinis criou e acarinhou.

Sintra, 3-7-2019
Amadora-Sintra-Editora

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Arquivo Digital publicando bit by bit, byte by byte

Hoje colocámos online uma digitalização completa do exemplar da fotografia de 1894 que pertenceu a Lúcio Pais de Abranches (aluno de medicina entre 1887/88 e 1894/1895, n.º 16 nessa fotografia). A legenda, manuscrita, dessa fotografia, exibe a palavra «Estudantina».

Tuna Académica de Coimbra: Estudantina / Maio 1894/ Lucio Abranches (fonte: MAC)

As palavras «estudantina» e «tuna» coexistiram despreocupadamente no seio das formações que estão na origem da TAUC (formações de 1888, 1894 e até aproximadamente 1896). Ignorando que isso está documentado, algumas pessoas até essa picuinhice usaram para, na sua imaginação, tentar desvincular o grupo de 1888 do de 1894.

Mas sosseguem caros Tunos, porque até as narrativas dos jornais de época afirmam:

e muito há a dizer sobre isto…

Details! details! «Corria o ano de 1891 1894 …»

AC, 2 de Julho de 2019

 

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Eu dou-vos o meu cavalo

Dedicado à Cristina Alonso e a todos aqueles que, nos nossos momentos de convívio, contribuem para perpetuar esta canção no seio da TAUC.

Segundo António Manuel Nunes, este registo foi gravado em Berlim, em 1928, por António Menano com acompanhamento, ao piano, de Afonso Correia Leite.

[Ver Remasterizações da obra fonográfica de António Menano (1995-1996)]

CANÇÃO DO CIGANO (Eu dou-vos o meu cavalo), música popular.

Eu dou-vos o meu cavalo
E o dinheiro que trazia
Deixai-me ir a minha casa
Despedir da minha tia

Não q(ue)remos teu cavalo
Nem nada de tua mão
Nós que q(ue)remos é matar-ti
Arrancar-te o coração

Três dias lá esteve morto
Sem ningúem de tal saber
Só o sabiam (n)as ave(n)s
Que o iam lá comer.

AC

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José Soares da Cunha e Costa – Oboé e Clarinete

Cunha e Costa nas fotografias de conjunto da Tuna de 1888: em Abril(?) com clarinete; em Dezembro com oboé.

Dedico este post aos maestros André Granjo e Leandro Alves.

Recordam-se daquela questão relacionada com um tuno de 1888 tocar oboé e clarinete? (há até um artigo  do presidente da Estudantina de 1888, Arthur Pinto da Rocha, que o refere como «flautista de impecável embocadura»!!) Pois, hoje, por mero acaso, tropecei numa fonte que confirma o que se constata nas fotografias!

«Fez parte da tuna académica, quando estudante em Coimbra, tocando oboé e clarinete.» Gazeta de Coimbra, 5 de Julho de 1928. Notícia por ocasião da morte de J. S. da Cunha e Costa.

O primeiro secretário da Tuna Académica de Coimbra em 1888/1889, José Soares da Cunha e Costa (Lisboa, 20 de Outubro de 1867 – Lisboa, 30 de Junho de 1928) tinha embocadura para tudo! O rapaz era habilidoso e, como se sabe, foi um lutador e um vulto que se distinguiu na vida pública portuguesa como advogado e jornalista.

Ainda enquanto estudante de Coimbra foi ele que mobilizou a estudantina para ir à sua terra, Aveiro, em Maio de 1888, fazer a primeira apresentação da Academia Musical de Coimbra. Nessa ocasião tocou clarinete, como documenta este texto publicado no Diario Illustrado. Lisboa, 24 Março 1890, Ano 19, Nº 6094, pag. 3.

No ano lectivo seguinte, de 1889/1890, foi presidente da Estudantina: recebeu a Tuna de Salamanca em Fevereiro de 1890, em Coimbra, que «veio visitar os estudantes portugueses e aderir pessoalmente às manifestações patrióticas destes contra a prepotência vil da Inglaterra [ultimato de 11 de Janeiro de 1890]» e participou no congresso que se realizou em Coimbra, no teatro D. Luiz, entre 23 e 25 de Março para a discussão do primitivo projecto de estatutos da «Federação Académica Portugueza».

O seu retrato (e de outros tunos) aparece na História da revolta do Porto de 31 de Janeiro de 1891, depoimento de dois cúmplices, João Chagas & Ex-Tenente Coelho. – Lisboa: Empreza Democrática de Portugal 1901, com a legenda «Os Estudantes na Revolta».

Na sequência do ultimato inglês, José Soares da Cunha e Costa e outros tunos, juntamente com António José Almeida, Afonso Costa e outros estudantes da universidade, assumem o seu posicionamento patriótico e anti-monárquico.  J. S. da Cunha e Costa e uma mão cheia de tunos assinaram o Manifesto dos [122] Estudantes da Universidade de Coimbra, de 15 de Novembro de 1890 …que termina assim: «Já que a Monarchia levanta sobre nós a espada das perseguições, levantemos nós sobre a Monarchia a espada da Revolução.» (Resistencia, n.º 1157, 15 de Novembro de 1906).


«O Tribuno Popular», Terça-feira, 24 de março de 1891, anno XXXVI, n. 3:657, Pág. 2

Em Abril de 1890,  J. S. da Cunha e Costa, Albano Guedes e Augusto Barreto, comissionados pela Academia de Coimbra, acompanham uma estudantina portuguesa a Madrid… E em Abril 1891 um “grupo musical” de Coimbra, sob a direcção artística do Dr. Simões Barbas vai até Salamanca. Nesta e noutras notícias percebemos que José Soares da Cunha e Costa lidera o grupo, e que a situação é delicada. O prof. Simões Barbas, esforça-se por dizer que o “Grupo Musical” (constituído por 11 elementos da Tuna Académica) vai com «caracter particular» mas isto é “um gato escondido com o rabo de fora” porque «O primeiro concerto foi dado em benefício de um grupo de portuguezes que em Salamanca estavam homisiados, em virtude da revolta de 31 de Janeiro, no Porto» (1906, Conim.).
E isto não é a minha leitura de conveniência pois confrontando a informação disponível, há coisas que saltam à vista, nomeadamente, o envolvimento político das elementos da Tuna…

A pequena história regista que «A Tuna de Coimbra foi conhecida por Jacto e cada estudante seu componente era designado por Jacobino.» (“A Academia de Coimbra 1537-1990”, Sousa Lamy, 1990, pág. 147 ).

Não levem demasiado a sério estes despretensiosos apontamentos!

Adamo Caetano

Nota: Investigadores profissionais da Universidade de Coimbra bem podiam pegar neste assunto, mas se vierem de outras Universidades, sejam bem-vindos e que venham por bem!

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Identificação de tunos nas fotografias antigas!

Partindo de fotografias como esta, que hoje divulgamos, é relativamente fácil chegar à identificação de antigos tunos nas fotografias de grupo da TAUC.

A quem tiver fotografias como esta pedimos que entrem em contacto com a TAUC!!!

Francisco António Malato (Portalegre, 3 de Abril de 1883 – Portalegre, 18 de Dezembro de 1962), estudante da Faculdade de Teologia da UC entre 1899/1900 a 1904/1905, integrou a TAUC como flautista. Ver as fotografias de 1900/1901 e 1902/1903.

«À sua muito querida Tuna Académica, único objecto das saudade que trouxe de Coimbra, offerece F A Malato» Junho 1904, Portalegre.

«Francisco António Malato
Cónego
Nasceu em Portalegre a 3 de Abril de 1883. Formado em Teologia pela Universidade de Coimbra (23-6-1904), foi ordenado no Paço Episcopal de Portalegre em 21-12-1907 por D. Gaudêncio José Pereira. Nomeado Cónego capitular da Sé de Portalegre por D. Manuel Mendes da Conceição Santos (20-12-1917), foi Deão, Presidente do Cabido, Vigário Geral da Diocese (1-1-1954) e Presidente da Comissão Diocesana de Arte Sacra (14-2-1962), recebendo ainda o título de Monsenhor. Nos anos trinta compra a antiga Tipografia Leonardo, que se passará a denominar «Nun’Àlvares», e que coloca ao serviço da diocese. Promoveu diversas peregrinações a Lourdes e a Roma, nomeadamente por ocasião da canonização de S. João de Brito, e foi um dos fundadores da secção local do Corpo Nacional de Escutas. Dirigiu o Boletim da Diocese de Portalegre (1916 a 1923) e o seu nome aparece no cabeçalho de O Distrito de Portalegre, a partir de 1938, como seu proprietário.
Fez parte da Direcção da Associação de Bombeiros de Portalegre, sendo o responsável pela apresentação dos planos das obras para o novo Quartel dos Bombeiros, (até aí nos baixos do actual Museu Municipal), inaugurado em 2 de Junho de 1929, no Largo da Sé, com projecto de Benvindo Ceia.
Morreu em Portalegre a 18 de Dezembro de 1962.»
Fonte: https://www.facebook.com/carasdeportalegre/posts/1734164883486523/

 

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Arquivo Digital abre acesso a +3 fotografias de grupo!

Abrimos o acesso online, aqui no tauc.net, a mais 3 fotografias da praxe:

Fotografia de conjunto – TAUC 1893/1894
Fotografia de conjunto – TAUC 1894/1895
Fotografia de conjunto – TAUC 1895/1896

Estão já positivamente identificados nestas fotografias muitos indivíduos ilustres, como Francisco Joaquim Fernandes, António Caetano Egas Moniz, Simões Barbas, Jayme Leal, Alberto Rego, Manuel Mansilha, Alberto Vasconcelos de Moraes, António Caetano Macieira, José Cochofel, Manuel Joaquim Correia, Diogo Marreiros Neto, José Gomes Cruz, etc.

Divulguem!!! porque o trabalho de identificação continua e há muitos nomes na nossa base de dados à espera de fotografias que estão por aí guardadas em gavetas há mais de 100 anos.

Os links estão aqui reunidos:
https://tunauc.wordpress.com/arquivo/bau-de-memorias/fotocronologia/

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