Ano lectivo-artístico de 2018/2019: um balanço

À semelhança do ano anterior, marcado indelevelmente pelas comemorações dos 130 anos da TAUC, também o ano letivo 2019/2020, que agora chegou ao fim, foi preenchido por um sem número de atividades, algumas delas, a cargo de novos agrupamentos musicais formados no seio do nosso organismo.

O ano letivo iniciou-se, como já vem sendo hábito, com um concerto de abertura pela Orquestra Académica da UC (OAUC). Demos as boas-vindas aos novos estudantes da UC e, muito particularmente, aos novos músicos da OAUC e da TAUC, interpretando obras de diversos compositores contemporâneos, sob o mote «Música 100 Idade». À música portuguesa foi dado merecido relevo, com composições de Vianna da Mota e de António Fragoso a destacarem-se no repertório que foi apresentado no TAGV no dia 23 de setembro.

Com a chegada do mês de outubro chegou também o evento mais aguardado por muitos caloiros de Coimbra: a Festa das Latadas e Imposição das Insígnias ou “Latada”, como é carinhosamente apelidada pela maioria dos estudantes. À semelhança de anos anteriores, a nossa Big Band Rags marcou presença no Sarau Académico, que teve lugar na Praça da Canção.

Em novembro teve lugar um dos eventos mais marcantes do ano letivo: o II Encontro de Orquestras Académicas, que trouxe até Coimbra a Orquestra da Universidade de Santiago de Compostela. Um sarau intimista com atuações de três dos grupos da TAUC fez as delícias dos músicos convidados no dia 17, precedendo o encontro entre a OAUC e o grupo espanhol que decorreu no dia seguinte, no Auditório do Conservatório de Música de Coimbra.

II Encontro de Orquestras Académicas, Novembro de 2018. OAUC e Orquestra de Santiago de Compostela no auditório do Conservatório de Música de Coimbra, 18 de Novembro de 2018.

Mas as atividades de 2018 não se ficaram por aqui! Houve ainda tempo para, no dia 24 de novembro, a Orquestra e a Big Band Rags rumarem ao Casino do Estoril a fim de participarem no 98º Aniversário da Tomada da Bastilha.

Orquestra da TAUC no Casino do Estoril , 98º Aniversário da Tomada da Bastilha, 24 de Novembro de 2018.

No dia 1 de dezembro, encerrámos as comemorações dos 130 anos da TAUC com um concerto solidário a favor da associação Acreditar, que juntou a Orquestra da TAUC, o Grupo de Metais da TAUC, o Grupo de Fados da TAUC e a Orquestra da AATUC.

TAUC no Salão de S. Tomás de Aquino,  Seminário Maior de Coimbra, no dia 1 de Dezembro de 2018, 130 anos depois da 1ª actuação oficial (1 Dez de 1888)

Também no mesmo dia, a Big Band Rags animou a Gala de Encerramento do Festival Caminhos do Cinema Português.

Para terminar o ano em beleza, o Grupo de Metais deu um pequeno concerto no Café Santa Cruz, a 13 de dezembro

Grupo de Metais da TAUC, Café Santa Cruz, 13 de Dezembro de 2018

e o Ensemble de Jazz estreou-se com uma atuação no Convento de S. Francisco, na festa de Natal da Acreditar, no dia 15 de dezembro.

Ensemble de Jazz, S. Francisco, 15 de Dezembro de 2018.

Já em 2019, e depois de ultrapassada a temida época de exames, a Orquestra e a Big Band Rags rumaram até Fazendas de Almeirim para realizar um concerto memorável quer para os músicos, quer para o entusiástico público que encheu o Centro Cultural naquele sábado de fevereiro.

Dia 1 de março coube à OAUC abrir uma nova edição da Semana Cultural da Universidade de Coimbra. Subordinado ao tema da Semana, «Caminhos», o concerto «Novos e Velhos Caminhos» levou até ao TAGV um repertório eclético que incluiu uma rapsódia de temas da banda sonora de O Caminho das Estrelas e dois andamentos da Sinfonia do Novo Mundo, de Dvořák, que foram dirigidos pelo maestro convidado Tiago Oliveira.

Orquestra da TAUC, espectáculo «Em Playback: em Viagem pelos Anos 80», 19 de Março de 2019 no TAGV.

Umas semanas depois, a 19 de março, a Orquestra e o Ensemble de Jazz subiram ao palco do TAGV para proporcionar ao público uma pequena viagem no tempo. Em Playback: Em Viagem pelos Anos 80 relembraram-se temas icónicos da música popular portuguesa, com particular destaque para a música de Carlos Paião.

Jazz Ensemble da TAUC , no TAGV, espectáculo «Em Playback: em Viagem pelos Anos 80», 19 de Março de 2019 no TAGV.

No meio da preparação intensa para este concerto, a Orquestra da TAUC teve ainda tempo para uma pequena participação no VI Boticários – Festival de Tunas Mistas da Phartuna. Imparável, a Orquestra esteve novamente no TAGV no dia 4 de abril para o Dia do Antigo Estudante de Coimbra e Tomada da Bastilha II.

Chegados a maio, e antecipando a chegada iminente da Queima das Fitas, teve lugar logo no dia 1 o VIII Encontro de Big Bands da Queima das Fitas. Nesta edição a Big Band Rags recebeu a Orquestra Ligeira de Ansião e a Orquestra Ligeira da Sociedade Filarmónica Alvaiazerense, que levaram até aos Jardins da AAC os ritmos hipnotizantes do jazz e da música ligeira.

E como o mês de maio em Coimbra é sinónimo de Queima das Fitas, seguiram-se as diversas iniciativas culturais tradicionalmente incluídas nesta festa. No dia 3, a Orquestra e a Big Band Rags marcaram presença no Sarau de Gala, cuja abertura esteve, como habitualmente, a cargo da Orquestra, do OAC e do CMUC. Alguns dias depois, a Big Band Rags animou o Baile de Gala das Faculdades e também o Chá Dançante, ambos decorridos no Pavilhão Mário Mexia.

Big Band Rags da TAUC no Sarau da Queima da Fitas de Coimbra 2019, TAGV, 3 de Maio de 2019.

Seguiram-se ainda vários eventos até ao final do ano letivo: as participações da Big Band Rags na Gala Pixel D’Ouro e do Grupo de Metais na cerimónia de abertura do Rally de Portugal, as atuações do Ensemble de Jazz e do Quarteto de Cordas na Feira Cultural de Coimbra (tendo mais uma vez as condições meteorológicas impedido a participação agendada de outros grupos da TAUC), o concerto do Ensemble de Jazz integrado no I FUT Fest, a atuação do Grupo de Metais na Praça 8 de Maio (concluída abruptamente devido à chuva) e a participação do Quarteto de Cordas nas comemorações do Dia Internacional da Juventude.

Com um ano letivo destes, chegou sem dúvida a altura de umas merecidas férias!

Rita Agrela

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Digitalizando fotografias antigas

Digitalização de algumas fotografias (cartes de visite) pertencentes ao espólio de José de Paiva Manso Sárrea de Carvalho (18/12/1850 – 22/04/1931), disponibilizadas, para digitalização, pelo bisneto Jorge Paiva Manso, a quem agradecemos!


Digitalizámos mais de 40 fotografias, a 1200 dpi, entre as quais destacamos as de estudantes.

A. Caetano, 15 de Agosto de 2019

José Eduardo Simões Baião, de capa e batina, 1868 (frente).

José Eduardo Simões Baião, Coimbra 20-01-1868 (verso)


Em Janeiro de 1868, José Eduardo Simões Baião seria ainda estudante de liceu (matriculou-se na Faculdade de Direito da UC em 1871. Ver http://pesquisa.auc.uc.pt/details?id=149876)


Manuel Martins Guimarães, 1869 (frente).

Manuel Martins Guimarães, 1869 (verso).


Camilo de Araújo da Fonseca, estudante da Faculdade de Direito da UC entre 1868 e 1873 (http://pesquisa.auc.uc.pt/details?id=152495)

Dedicatória: «Ao seu caro amigo e contemporâneo José de Paiva Manso como prova d’amizade sincera e recordação academica Off.ce Coimbra 27-6-1873» Henrique Nunes, Photographo de Suas Magestades e Altezas, Premiado na Exposição Internacional Portugueza, 9, Rua das Chagas, Lisboa


José Vaz Guerreiro Júdice de Aboim em 1870 (estudante liceal) A. Hayes Photographo

José Vaz Guerreiro Júdice de Aboim em 1870. A. Hayes Photographo


José Vaz Guerreiro Júdice de Aboim, aluno da Faculdade de Direito da UC entre 1874 e 1878 (http://pesquisa.auc.uc.pt/details?id=140363)

Dedicatória: «A seu particular amigo e contemporâneo José de Paiva Manso Sárrea e Carvalho, como prova de sincera estima e recordação dos nossos tempos académicos – Off.ce – Junho 1878 Algarve – Ferragudo»

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O que se vai fazendo no Arquivo Digital da TAUC

O Arquivo Digital da TAUC não se limita a digitalizar e arquivar.  A pesquisa, a busca de fontes (seguindo pistas), o processamento da informação e a sua divulgação, fazem parte das nossas tarefas e ambições. Obviamente, somos um grupo de “carolas” (pois os recursos da instituição são escassos) mas apesar disso o trabalho tem sido intenso e sério (especialmente a pesquisa e a investigação).

Saltitando de pista em pista e fazendo buscas mais dirigidas (recorrendo a ferramentas informáticas), vamos conseguindo encontrar fontes que nos interessam.

Há poucos dias (22 de Julho de 2019), numa das minhas buscas em jornais digitalizados (com reconhecimento de caracteres, OCR) encontrei um artigo que informa e confirma os indícios que já tínhamos sobre a realização de dois espectáculos, pela Estudantina, em Março de 1889.

21 de Março de 1889, Coimbra, Salão da Trindade
23 de Março de 1889, Coimbra, Salão da Trindade

Fiz imagens dos artigos, transcrevi os textos, anotei as referências dessas fontes, guardei os links para as fontes, actualizei a lista de espectáculos, guardei toda a informação numa base de dados e comuniquei aos colegas. Cruzámos informação e resolvi fazer um apontamento.

E este é um exemplo do que se faz no Arquivo Digital da TAUC. 🙂

O Campeão das Províncias, n.º 3781, ano XXXVIII, 30 de Março de 1889. GIULIETTA DIONESI EM COIMBRA


O Campeão das Províncias, n.3781, ano XXXVIII, 30 de Março de 1889

GIULIETTA DIONESI EM COIMBRA

Fallava-se já ha tempos em Coimbra na vinda de Giulietta Dionesi.
Os primeiros jornaes do Porto e Lisboa haviam-nos dado noticia de saraus em que a incomparavel violinista tomara parte, e celebravam com enthusiasmo o seu talento precoce e prodigioso.
Esperava-se, portanto, com anciedade a vinda da celeberrima creança artista, que tantos triumphos alcançara já nos primeiros palcos de Hespanha e Portugal.
Finalmente tivemos occasião de assistir nas noutes de 20, 21 e 23 d’este mez a tres esplendidos saraus dados n’esta cidade pela inexcedivel violinista, no Salão da Trindade, por se estar demolindo o Theatro Academico e andar em obras o de D. Luiz para a proxima recita dos quintanistas de Direito.
Giulietta uma sympathica creança de 11 annos. Tem sobretudo uns olhos formosissimos, d’uma expressão profundamente artística.

Apresenta-se modestamente com uma naturalidade insinuante, que ainda mais faz realçar o seu fulgente talento. Acompanha-a ao piano seu irmão, Romeu Dionesi, que é tambem um artista notabilissimo.
Julgamos quasi impossivel dar uma pequena ideia do génio phenomenal de Giulietta Dionesi.
Desde que ella fazia vibrar a primeira nota no seu magnifico Stainer, o auditoria ficava suspenso, como que arrebatado.

Nem sabemos definir bem o que em nós se passava então. Sentiamo-nos deslumbrados, sentiamo-nos impulsionados por um desejo ardentissimo de absorver todas essas notas d’uma pureza, d’uma sonoridade indefinivel, que ella arrancava do violino com uma expressão divina, ora repassadas de limpidissima suavidade, ora grandiosamente vibrantes, dementando a plateia, que rompia n’um delírio de ovações, cobrindo-a de flores e tapetando-lhe o palco com as suas negras capas academicas, em que ella graciosamente se envolvia, provocando um louco e febril enthusiasmo.
No fim repetiam-se incessantemente as chamadas e irrompiam phreneticos os applausos, que atingiram as raias da loucura, quando n’uma das vezes a genial artista veio à boca do palco debaixo da bandeira da Estudantina.

Romeu Dionesi executou magistralmente ao piano formosos trechos de musica classica, sendo tambem enthusiasticamcnte applaudido.
É na verdade um pianista de primeira ordem, que reune a uma execução primorosa o dom rarissimo de dar á musica muita expressão.
Tomou tambem parte nos dois ultimos saraus a Estudantina de Coimbra e o seu talentoso regente, dr. Simões Barbas, que mais uma vez se revelou um exímio artista em viola e flauta.
O apreciavel actor-imitador Lamas entreteve agradavelmente o público durante os intervallos, mantendo-o n’uma hilariedade constante.
Foi tambem muito applaudido. Apenas poude tomar parte nos dois primeiros dias.
Como parte do producto dos saraus revertia em benefício da Sociedade Philantropico-Academica, resolveu a direcção desta pedir, como é praxe em semelhantes circunstâncias, um feriado para o dia 22, o que lhe foi effectivamente concedido pelo senhor presidente do conselho.
Enfim, estes três brilhantíssimos saraus deixaram as mais gratas e saudosas recordações entre mocidade académica.
Á iminente violinista foram oferecidos os seguintes brindes:
Pela sociedade Philantrópico-Académica um formoso bouquet de flores artificiais, tendo pendentes fitas das cores distintivas das diversas faculdades; por Vaz Ferreira, quartanista de direito, uma corbeille de crystal rosa com flores naturaes; por Guilherme Machado, segundanista de direito um belo guarda-luvas de veludo azul, forrado a setim da mesma cor; por D. Luiz de Sousa Holstein, terceiranista de direito, uma bonita coroa de louros; por Artur Aguedo, quintanista de direito, um estojo contendo chávena, pires e colher de crhistofle; pela Estudantina de Coimbraum grupo da mesma e uma magnífica coroa de louros, tendo pendentes largas fitas de seda das cores das faculdades, onde ia gravado o oferecimento e a data do sarau, e muitos outros objectos que não nos é possível enumerar minuciosamente.
No dia 24, no comboio das 4h30 da tarde, partiu para o Porto Giulieta de Dionesi, sendo acompanhada até a estação por grande número de académicos, parte dos quais bem como a direcção da Phylantropica, seguiram até a Pampilhosa e alguns até ao Porto.
Tanto na estação como na Pampilhosa, foram-lhe levantados entusiásticos vivas.
E assim terminaram esses saudosos dias, deixando gratíssimas recordações a todos quantos tiveram a ventura de ouvir e apreciar a simpática e já tão célebre o violinista.
Segundo nos disse Romeu Dionísio, é muito provável que na Páscoa ela vá dar ao teatro dessa cidade um concerto. Seria uma enorme felicidade para o público aveirense, que tão apaixonado é pela divina arte de Mozart.
A impressão que em nós deixou o Giulietta Dionesi foi tão profunda, que não podemos resistir ao desejo de manifestal-la a quem dentro em breve terá talvez a ventura de poder ouvir a vibrar o seu inspirado violino, conhecendo então o quanto justificado é o nosso enthusiasmo.
Coimbra, 25 – 3 – 1889
F. Couceiro


E o trabalho não se esgota aqui!

O autor do artigo, F. Couceiro, é provavelmente Francisco Manuel Couceiro da Costa Junior, um dos elementos da estudantina (n.º 5 nesta fotografia de 1888).

Cruzando informação, podemos de imediato apresentar outros artigos relacionados, como por exemplo, este, em que « Os estudantes obrigaram Julietta a passar por cima das capas, envolta na bandeira da Estudantina.»

Jornal do Porto. Porto, 24 Março 1889, Ano 31, Nº 71, p. 1
Em Coimbra – Julietta Dionesi
Escreve-nos o nosso estimado correspondente de Coimbra que a pequena violinista distinctissima Julietta Dionesi provocou um intenso enthusiasmo na mocidade da academia. A insigne artista deu dois concertos, um no dia 20 e o segundo na quinta feira, no salão da Trindade, antigo tribunal.
O primeiro espectaculo, cujo producto reverteu n’uma pequena parte para a Associação Philantropica Academica, esteve frouxamente concorrido. Senhoras, compareceram apenas tres, e o resto do publico era composto quasi exclusivamente de estudantes.
Mas no concerto de quinta feira a affluencia foi enorme e o enthusiasmo arde em delirio. Dionesi motivou ovações calorosissimas.
A Estudantina tomou parte no espectaculo, executando o hymno academico. Em seguida Julietta, acompanhada ao piano por seu irmão Romeu Dionesi, executou o «concerto de Beriot» O actor Lamas realisou a «operamania.»
Na segunda parte a Estudantina executou uma walsa. Depois houve um dueto de piano e flauta, pelos snrs. Romeu Dionesi e Simões Barbas, regente da Estudantina. O actor Lamas effectuou algumas imitações. Julietta e Romeu Dionesi executaram a sonata de Paganini.
Todos os trechos foram festejados por longos applausos. Julietta foi brindada com alguns bouquets. Os academicos Francisco Bastos, Ernesto de Vasconcellos e Albano Guedes, dedicaram quadras á pequena artista. Os estudantes obrigaram Julietta a passar por cima das capas, envolta na bandeira da Estudantina.

Correspondencia de Coimbra. Coimbra, 29 Março 1889, Ano 18, Nº 25, p. 2
Partiu para o Porto a insigne violinista Julietta Dionezi.
Em Coimbra foi ella enthusiasticamente applaudida, e teve as offertas seguintes:
Um bouquet da Sociedade Philantropico-Academica; uma grande corôa de louros, da estudantina de Coimbra; uma corôa de louros, de D. Luiz de Souza Holstein; uma caixa de velludo azul para luvas, de Guilherme Machado; um grupo da estudantina; um serviço de prata e ouro num estojo de voludo azul, de Arthur Aguedo; um annel de ouro com brilhante, de Rodrigo Lencastre. Dedicaram a Julietta Dionezi as duas quadras que copiamos:

A creança que faz, extasi divino,
Com seu braço infantil de gesto delicado,
Vibrar e suspirar o magico violino
Com se acaso fosse um coração magoado;

Áquella que arrebata e prende as nossas almas,
Que nos arrasta, e vence, e subjuga, e domina;
Causando e provocando esta explosão de palmas,
À Julietta Dionezi off’rece a

Estudantina.

Pelo Arquivo da TAUC, Adamo Caetano, 1 de Agosto de 2019

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Até sempre Louzã Henriques

Despedimo-nos de Manuel Louzã Henriques, recordando alguns bons momentos passados na companhia deste Tuno de Todos os Tempos.

Augusto Camacho Vieira, Manuel Louzã Henriques e Jaime Gaspar Gralheiro. Coimbra, Polo III, 25 de Maio de 2013. Jantar comemorativo dos 125 anos da TAUC.

No dia 25 de Maio de 2013, a TAUC comemorou 125 anos na companhia de Manuel Louzã Henriques e de muitos outros antigos Tunos, como Augusto Camacho Vieira e Jaime Gaspar Gralheiro, que também já partiram. Nessa noite, Louzã Henriques discursou… e, entre outras coisas, recordou o poeta Teixeira de Pascoaes, proporcionando-nos um momento de reflexão que depois ainda ecoou num apontamento sobre esse jantar comemorativo: https://tunauc.wordpress.com/2013/06/30/apontamento-sobre-o-jantar-comemorativo-dos-125-anos-da-tauc/

Assim te recordaremos! Até sempre!

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Sem explicação …

Há 4 anos, chegou ao meu conhecimento, através dos irmãos Nascimento, uma coisa muito bizarra: um texto com frases como esta:
«Para sermos sérios e honestos, nada permite inferir da passagem “… acha-se de novo organizada a Tuna Académica”[1894] como tratando-se da Estudantina de 1888, até porque nem sequer o termo “estudantina” é usado.»

Não é usado?!?!…

AC


17 Nov. 1894

24 Nov. 1894

1894

1895

1897

1897

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Recordações da Tuna Académica de Coimbra, 1971

Fotografia enviada por um Tuno TT, onde podemos ver, afixada na parede, uma placa que assinala um espectáculo realizado pela TAUC no dia 31 de Julho de 1971, no Cine Ginásio do Uige, interior norte de Angola.


De acordo com os nossos registos, o espectáculo realizou-se no dia 30 de Julho de 1971 mas não se apressem a corrigir isso na pedra pois deve haver uma boa explicação!
Em Julho de 2021, poderemos ir lá afixar outra pedra … 50 anos depois!

Note-se a grandeza e a humildade da Amália Rodrigues que pediu para colocar a sua plaquinha aos pés da gloriosa TAUC! 🙂

Em tão boa companhia, que mais podemos desejar?

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Cantares dos estudantes de Coimbra, Altino Cardoso, 2019

Acaba de sair uma antologia poético-musical intitulada CANTARES DOS
ESTUDANTES DE COIMBRA, com 300 páginas e 218 cantigas (letras e músicas com
cifras).

É autor Altino Moreira Cardoso, antigo aluno da Universidade  de Coimbra (1964-1969), violinista da Tuna Académica e musicólogo com vasta Obra publicada, de que se destaca o monumental GRANDE CANCIONEIRO DO ALTO DOURO, com 1.150 cantigas, em 3 volumes, num total de 1920 páginas – com letras, músicas e um abrangente estudo histórico-literário.
Ver mais em https://amadora-sintra-editora.pt.

Os CANTARES DS ESTUDANTES DE COIMBRA estão distribuídos por oito temáticas:
A. Solenidades
B. Fados e Serenatas de Coimbra
C. Cantares de Convívio
D. Hinos e Cantares das Repúblicas
E. Cantares da Rua (Latadas, Queima…)
F. Cantares do Futebol – Briosa (Mancha Negra)
G. Cantares Brejeiros
H. Cantares Internacionais.

Meu nabo meu grelo, resulta de um aproveitamento trocista, por parte dos estudantes de Coimbra, de um tema da banda sonora do filme Capas negras (1947). Ver aos 5’36” https://youtu.be/dNeCCrNBz7I

Numa época em que as tradições têm tendência para se volatizarem, esta
colectânea pode preservar algo da Alma original e Imaterial da vetusta
Universidade que D. Dinis criou e acarinhou.

Sintra, 3-7-2019
Amadora-Sintra-Editora

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