Comemorações dos 130 anos da TAUC

A Tuna Académica da Universidade de Coimbra dá hoje início ao programa de comemorações dos seus 130 anos de actividade (1888 – 2018). O conjunto de eventos acontece ao longo de 1 ano: de 1 de Dezembro de 2017 a 1 de Dezembro de 2018.

Evocando o “concerto que a sympathica e briosa Estudantina Conimbricense deu no memorável dia 1.o de dezembro [de 1888], em honra do Reitor e lentes da Universidade, na sala docel dos Paços das Escholas.”[1], a Tuna Académica da Universidade de Coimbra apresentou-se hoje, nesse espaço, que é actualmente a Sala do Senado da Universidade de Coimbra, com o propósito de marcar simbolicamente o arranque deste período de comemorações.

Tal como aconteceu há 129 anos, foi interpretado o “Hymno Academico”, composto por José Christiano O’Neill de Medeiros e oferecido à Academia de Coimbra em 1853. Seguiu-se a apresentação resumida do programa comemorativo, pelo presidente da direcção da TAUC, Ricardo Peres, e a interpretação da “Balada de Coimbra” de José das Neves Elyseu.

A escolha deste espaço evoca essa primeira apresentação oficial à Universidade e reafirma os fortíssimos laços institucionais que existem entre a TAUC e a UC.

O “Hymno Academico”, de José Christiano O’Neill de Medeiros, faz parte da identidade da TAUC e acompanha o seu percurso artístico desde a fundação. A história regista o momento emotivo, que aconteceu em Dezembro de 1900, em Leiria, quando o Dr. José Christiano O’Neill de Medeiros (1826-1906) foi convidado a reger a Tuna Académica interpretando o Hino Académico [2]

A “Balada de Coimbra”, composta por José das Neves Elyseu, num arranjo de Amílcar Morais, integra o repertório da TAUC, há já várias décadas [3].  José das Neves Elyseu foi regente da Tuna Académica em 1908.

(…)

[1] «Estudantina Conimbricense» in “A Ordem”, Coimbra, Ano 11, n.º 1074, 5 de Dezembro de 1888, p. 3.

[2] «Revista theatral» in “O Primeiro de Dezembro”, Leiria, Ano I, n.º 3, 15 de Dezembro de 1900, p. 1.

[3] O arranjo instrumental de “Balada de Coimbra” de José Elyseu, feito por Artur Paredes para Guitarra de Coimbra,  foi recentemente escolhido como hino oficial da Associação Académica de Coimbra (Estatutos da AAC, 2017), tal facto, nada pesa, na escolha da TAUC que já interpreta este tema, com orquestração de Amílcar Morais, há décadas.

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Recordações da TAUC … hei-de guardá-las sempre … sempre!!!

e aprende-se a dizer sss… sempre!!! 🙂

A quantidade de gente que tem passado pela TAUC é surpreendente…
Sem surpresa, muitos distinguiram-se na vida pública, mas em todos, desde o tuno anónimo ao tuno prémio Nobel, é comum um aspecto: recordar SEMPRE, com alegria e saudade, a Tuna Académica da Universidade de Coimbra.

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Um encontro feliz com um bisneto do maestro Simões Barbas

«Dr. Simões Barbas, Fundador e Regente da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, 1888».

No dia 30 de Junho (de 2017) passou por Coimbra, o Dr. Jaime Cortesão, bisneto do primeiro maestro da TAUC, o Dr. António Simões de Carvalho Barbas, e mostrou-nos alguns documentos realmente dignos do maior carinho e interesse. Foi um encontro muito breve mas intenso porque cada folha de papel, cada uma das suas palavras e das suas memórias familiares, vem de encontro ao que a história académica preserva: o Dr. Simões Barbas esteve na origem e na fundação da TAUC e foi um dos maiores responsáveis pela sua continuidade.

Em 1926, no livro «Estudantes de Coimbra no Brasil», Manuel da Câmara Leite afirma que «o espírito académico de Coimbra, na sua estouvada boémia, é, em geral avesso à ordem. Conservador por tradição, na sua maioria, mas desordenado… não sabe coligir e arrumar». E tem razão. Tantos anos depois… a desordem académica continua mas os estudantes de Coimbra são “conservadores”: guardam e entesoiram os seus papéis e fotografias porque esses papéis constituem as mais singelas e mais preciosas memórias palpáveis da sua juventude, e ali ficam em gavetas e baús esses testemunhos, guardados e acarinhados por gerações, ligados a histórias e palavras que ainda ecoam no coração dos descendentes, remando teimosamente contra o esquecimento ou até contra o mito e a torção, contra a pura invenção e a mentira (aquela que sem vergonha se aproveita da ausência da Memória).

Felizmente para todos nós, a família do Dr. Simões Barbas conserva ainda vários documentos, partituras, instrumentos musicais e até a batuta oferecida em 1888 pela Academia de Coimbra ao Dr. Simões Barbas («Estudantina de Coimbra», O Commercio do Porto. Porto, 9 Dezembro de 1888, Ano 35, Nº 304, p. 1).

Ao Dr. Jaime Cortesão (que também é descendente de Jaime Cortesão, o médico, político, escritor e historiador Ançanense) um grande bem-haja pela sua atenção e cuidado para connosco e pela partilha de tão estimadas recordações.

Dr. Jaime Cortesão exibindo a carta de curso do bisavô António Simões de Carvalho Barbas (Coimbra, 30 de Junho de 2017)

Carta de curso (Direito 1877), em português, de António Simões de Carvalho Barbas (no verso, ver foto acima, está em latim).

Fotografia da Tuna Farense 1906, oferecida ao Dr. Simões Barbas, seu Regente Honorário e Sócio Benemérito. Alberto de Vasconcelos Moraes, tuno em Coimbra (frequentou Direito entre 1890/91 a 1896/97) exportou o modelo da TAUC para Faro, onde fundou e regeu a Tuna Farense da qual fizeram parte outros antigos estudantes de Coimbra.

A TAUC prepara para 2018 as comemorações dos 130 anos e afinal bem o podemos fazer interpretando, por exemplo, a Sinfonia “Tutti in maschera” de Carlo Pedrotti (1817-1893) com os arranjos do Dr. Simões Barbas manuscritos pela sua mão em 1888.

Aqui fica a promessa de ir divulgando estas e outras belas surpresas que nos têm sido dadas a conhecer e que merecem da nossa parte o nosso interesse e estudo!

Para saber um pouco mais sobre Simões Barbas leiam «O manuscrito dedicado a António Simões de Carvalho Barbas (circa 1896)».

AC

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A Orquestra Académica da UC celebra 1 ano!

A Orquestra Académica da Universidade de Coimbra completa hoje oficialmente 1 ano de existência. Foi a 15 de junho de 2016, na Sala do Senado da Reitoria da UC, que da parceria entre a Reitoria da Universidade de Coimbra e a Tuna Académica da Universidade de Coimbra (TAUC) nasceu a OAUC!

Apresentou-se em concerto 3 vezes durante o ano lectivo 2016/2017:

  1. Estreia a 25 de setembro, no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV);
  2. Abertura da 19ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra, a 1 de Março, no TAGV;
  3. “Bandas Sonoras em Concerto”, a 21 de Maio, no Grande Auditório do Conservatório de Música de Coimbra.

Em todos os seus concerto foi recebida por salas cheias e um público entusiasta, que ao fim de cada concerto aplaudiu de pé, deslumbrado com a grande qualidade artística da Orquestra. A OAUC teve um primeiro ano de completo sucesso. Para tal, contou com a preciosa ajuda de outras instituições culturais da cidade como o Conservatório de Música de Coimbra, a Orquestra de Sopros Coimbra, a Associação de Estudantes do Conservatório de Música de Coimbra e toda a equipa do TAGV, a quem deixamos novamente o nosso profundo agradecimento. Agradecemos ainda a todos os que engrandeceram os nossos espectáculos: o nosso Maestro Assistente Leandro Alves e convidados como os solistas Luis Filipe O Granjo e Carla Caramujo e os nossos colegas e amigos do Orfeon Académico de Coimbra e do Coro Misto da Universidade de Coimbra.

É ainda de destacar o incansável trabalho de várias pessoas que tantas horas dedicaram a fazer da OAUC o melhor que ela pode e deve ser. Em primeiro lugar ao seu director artístico e maestro principal, André Granjo, que tão sabiamente consegue arriscar, de forma acertada e pensada, na maior complexidade e qualidade possível para o grupo amador que dirige. Em segundo lugar à Comissão Organizadora da OAUC, músicos voluntários que se responsabilizaram por tornar a ideia de uma orquestra sinfónica no seio da TAUC possível e sustentável logisticamente.

Comissão organizadora da OAUC 2016/2017

Esta Orquestra é, para muitos, um sonho realizado, algo que muitos Estudantes da Academia de Coimbra ansiavam: um espaço especial e diferente que, além de promover o convívio e a fraternidade, preza, em igual importância, por ser desafiante e rico a nível musical. Aos músicos que participaram na OAUC ao longo do último ano deixamos o maior agradecimento, por fazerem desta orquestra uma referência a considerar não só a nível da Cultura da Universidade e da Academia, mas também a nível nacional.

Links:


Nota do Presidente da Direcção da TAUC, Ricardo Peres, sobre o primeiro ano de actividade da OAUC:

A Orquestra Académica da Universidade de Coimbra veio enriquecer a vasta oferta cultural ao alcance dos estudantes da Universidade de Coimbra, colmatando a falta de um espaço dedicado à interpretação de música sinfónica com elevada qualidade artística, apesar de assumido cariz amador. É objectivo central da OAUC proporcionar esse espaço a estudantes de toda a Academia de Coimbra, a ex-estudantes, ao corpo docente e não-docente da UC. A orquestra nasceu a 15 de Junho de 2016 como um parceria entre a Reitoria da UC e a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, e fez a sua primeira apresentação pública no dia 25 de Setembro do mesmo ano. “Quem olha para este nascimento como observador externo pensará porventura que se tratou de uma feliz coincidência… e foi! Acontece é que, quase sempre, as coincidências resultam de trabalho árduo e de perseverança face a obstáculos e inércias.”, refere o Maestro André Granjo, na última edição da revista Rua Larga.

Ainda antes de soar a primeira nota no palco do Teatro Académico de Gil Vicente, já as expectativas para a OAUC tinham sido superadas. Primeiramente anunciada como uma orquestra de 40 músicos, acaba por se apresentar, após uma semana de estágio intensivo, com 60 músicos em palco, num concerto exclusivamente dedicado a compositores portugueses. Cumprindo o protocolo da centenária Universidade, a vida musical da OAUC em espetáculo começou com o “Hino Académico da Universidade de Coimbra” de José Christiano de Medeiros, e prosseguiu com a “Abertura Sinfónica n.º3” de Joly Braga Santos. Interpretou ainda no mesmo concerto peças de Sérgio Azevedo, Frederico de Freitas e Luís de Freitas Branco.

Quem assistiu ou mais tarde ouviu o concerto decerto não ficou indiferente à complexidade das obras e à qualidade da interpretação, que supera o panorama a que estamos habituados quando falamos de uma orquestra amadora ou mais ainda de um grupo académico. De facto, a qualidade da OAUC foi outra superação, desta feita, inteiramente interna, explicada apenas pelo carinho e dedicação de cada um dos músicos para com o projecto e para com o grupo. Qualquer projecto intrinsecamente amador depende inequivocamente dos seus constituintes, de quem lhe dá voz, e consequentemente acaba guiado por eles. Assim acontece também com a Orquestra: cada músico encontra na OAUC um espaço especial e diferente que além de promover o convívio e a camaradagem, característica de um grupo de estudantes, preza, em igual importância, por ser desafiante e rico a nível musical.

O segundo concerto foi a abertura da 19.ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra, a 1 de Março de 2017. Com o TAGV praticamente esgotado, a OAUC contou com 81 instrumentistas, com a soprano Carla Caramujo e com 60 coralistas do Orfeon Académico de Coimbra e do Coro Misto da Universidade de Coimbra. Novamente surpreendente para todos os que marcaram presença, continuou a interpretar música de compositores portugueses como Francisco Lacerda e José Afonso, estreando-se na música de compositores estrangeiros com dois poemas sinfónicos da suite “Os Planetas” de Gustav Holst. Foi em apoteose, com a interpretação do poderoso “Marte”, que a OAUC fez tremer o Teatro Académico a terminar o espectáculo.

Por essa altura (Março de 2017) o grupo de músicos da Orquestra já possui um núcleo forte que garante a continuidade do trabalho e a procura da qualidade. Ao longo das semanas as relações de amizade e companheirismo foram crescendo, e os ensaios, não perdendo de vista a melhoria da técnica e da interpretação, são descontraídos e funcionam num clima de salutar camaradagem tão característico da sala de ensaios da TAUC.

Assumindo o formato de Ensemble de Cordas, a OAUC participa como convidada na estreia do Manuel Faria Ensemble, a 7 e 12 de Abril, grupo coral dedicado à música sacra do séc. XX e XXI. Tem assim o seu primeiro concerto fora de Coimbra, deslocando-se a Famalicão, onde, embora em formato muito reduzido, faz jus às anteriores apresentações.

Com o ano lectivo a avançar chega a última oportunidade da OAUC se apresentar em concerto. Logo após a Queima da Fitas e antes que os músicos mergulhem nos estudos para a época de exames, reserva o Auditório do Conservatório de Música de Coimbra a 21 de Maio de 2017. Desta vez com um programa temático: “Bandas Sonoras em Concerto”. Interpreta temas de bandas sonoras de filmes bem conhecidos do grande público, desde «2001: Odisseia no Espaço» e «Guerra das Estrelas» a «Piratas das Caraíbas» e «Senhor dos Anéis». Um repertório épico que emocionou tanto espectadores como intérpretes, que se sentiram realizados ao tocar, neste contexto, algumas das suas melodias preferidas. Definitivamente um momento a relembrar, não só por ser o último concerto do primeiro ano de actividade ou por incluir uma grande quantidade de instrumentos de percussão em palco (correntes! bigorna! incontáveis timbalões!) mas também por se notar em Todos, desde os que acompanham a Orquestra desde o seu início até aos que apenas se juntaram a ela no último concerto, uma enorme vontade de continuar o trabalho.

Findo o primeiro ano de actividade, o segundo já se encontra em preparação. O trabalho necessário para manter a Orquestra Académica, embora apenas se concretize em 3 ou 4 momentos de concerto por ano, é constante e feito semana após semana. Até ao início do próximo ano lectivo não se esperam mais apresentações em formato de grande orquestra sinfónica, no entanto, a actividade começará novamente com um estágio de orquestra com a duração de uma semana, que requer uma grande logística e preparação a diversos níveis. O concerto de boas-vindas aos novos Estudantes da UC, estará sempre presente no nosso calendário, de forma a apresentar-lhes a OAUC e a mostrar-lhes que na UC há espaços de desenvolvimento pessoal muito para além do que cada curso singularmente proporciona. Os detalhes deste concerto e do resto da temporada 2017/2018 da Orquestra Académica da UC serão brevemente conhecidos mas garantimos desde já manter os padrões de qualidade artística e inovação até então atingidos.

Assim, ao fim de 3 concertos de orquestra sinfónica, cerca de 90 músicos, um total de mais de 1500 espectadores por duas salas de espectáculo ao longo de um ano, a Orquestra Académica da Universidade de Coimbra é, sem dúvida alguma, um sucesso que se irá ouvir em incontáveis palcos ao longo das próximas décadas.

15 de Junho de 2016

Ricardo Peres

Presidente da Direção da Tuna Académica da Universidade de Coimbra

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Zeca Afonso – 30 anos de Saudade

No dia 17 de Março de 2017,  realizou-se  no TAGV um espectáculo de homenagem a José Afonso: «Zeca Afonso – 30 anos de Saudade», espectáculo inserido na programação da 19.ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra.

Trinta anos após a morte de Zeca Afonso, o Orfeon Académico de Coimbra e a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, dois dos organismos académicos de Coimbra pelos quais passou Zeca, enquanto estudante, prestam-lhe homenagem com um concerto.

Programa:

Traz outro amigo também – José Afonso, arr. José Firmino
Saudades de Coimbra** – Edmundo de Bettencourt, António de Sousa
Cantigas de Maio – José Afonso, arr. Eurico Carrapatoso
Já o tempo se habitua – José Afonso, arr. Luís Cardoso; solista: Eduardo Almeida
Menino d’oiro – arr. Luís Cardoso; solista: Toni Mendes
Tenho barcos, tenho remos** – José Afonso (tema popular)
Índios da meia praia – José Afonso, arr. Mário Ferreira
Cantares do andarilho – José Afonso, arr. José Firmino; solista: Eduardo Almeida
Natal dos simples – José Afonso, arr. José Firmino
Maio maduro Maio – José Afonso, arr. Fernando Lapa
Balada de Outono – José Afonso, arr. José Firmino solista: André Filipe Leite
Canção de embalar** – José Afonso,
Vejam bem/Os vampiros – José Afonso, arr. Leandro Alves
** Canta Nuno Silva; Guitarra de Coimbra Hugo Pais de Carvalho; viola Bernardo Alves

Folha_de_Sala_TAGV_ZecaAfonso_17_Marco_2017

Fotografias Secção de Fotografia da AAC

 

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19ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra – 1 de Março de 2017

A 19.ª edição da Semana Cultural da Universidade de Coimbra, este ano subordinada ao tema «Quem somos?», teve início no dia 1 de Março de 2017.

A recém-criada Orquestra Académica da Universidade de Coimbra teve a honra de fazer o concerto de abertura desta Semana Cultural da Universidade de Coimbra.

OAUC no palco do TAGV: início do concerto, primeira afinação (Fotografia: AC)

Dando continuidade a uma tradição iniciada em Coimbra, em meados do sec. XIX, pela orquestra do Teatro Académico, e perpetuada ao longo do sec. XX pela charamela e pela orquestra da TAUC, a OAUC interpretou o Hino Académico de Coimbra, composto e oferecido à Academia de Coimbra, em 1853, por José Cristiano O’Neill de Medeiros.

OAUC interpreta o Hino Académico de Coimbra sob a batuta do maestro André Granjo. O público ouve de pé! (Fotografia: AC)

A soprano Carla Caramujo juntou-se à OAUC para interpretar Trovas de Francisco de Lacerda.

OAUC e a solista Carla Caramujo (soprano) interpretando Trovas de Francisco de Lacerda. (Fotografia: José Granjo)

Respondendo musicalmente ao desafio do tema proposto, o programa deste espectáculo contou com a participação do Orfeon Académico de Coimbra e do Coro Misto da UC interpretando 3 temas de José Afonso, arranjados para coro e orquestra pelo maestro José Firmino (Traz outro amigo também, Natal dos Simples e Balada de Outono). Este momento resultou numa integração de valores que dizem muito sobre «Quem somos» enquanto comunidade académica,  uma comunidade que transcende as fronteiras físicas de Coimbra. Estes 3 temas foram uma amostra do programa do espectáculo de homenagem a «José Afonso, 30 anos de saudade», também integrado na programação da 19.ª Semana Cultural da UC.

Segunda parte: OAUC, CMUC e OAC, momento de afinação (Fotografia: AC)

Orquestra Académica da Universidade de Coimbra, Coro Misto da Universidade de Coimbra e Orfeon Académico de Coimbra interpretando temas de José Afonso. (Fotografia: AC)

Após o intervalo, a OAUC sob a batuta do maestro Leandro Alves, interpretou vários temas da Suite do Bailado “Alfama” de Joly Braga Santos, e o concerto terminou num crescendo apoteótico com The Planets, Op. 32 de Gustav Holst, sob a direcção do maestro André Granjo.

Foi um sucesso, demorada e merecidamente aplaudido de pé.

Ver o programa interpretado e participantes, etc

OAUC interpretando The Planets, Op. 32, de Gustav Holst (Fotografia: Hugo Baptista)

OAUC – um sonho tornado realidade!

Como sabem, esta recém-criada orquestra tem origem numa parceria estabelecida entre a Reitoria da Universidade de Coimbra e a Tuna Académica da Universidade de Coimbra (TAUC), protocolada em Junho de 2016.  Esta parceria, além de lógica, é feliz. É a consequência lógica do bom aproveitamento dos nossos recursos mais preciosos: as pessoas e o conhecimento; e ver este sonho concretizado é motivo de alegria e regozijo não só para a TAUC e para a Reitoria, mas também é motivo de enorme alegria e felicidade para toda a Comunidade Académica de Coimbra.

Nem todos sabem, mas é um sonho antigo da Academia de Coimbra ter uma orquestra universitária com uma formação sinfónica. Recordamos, por exemplo, o Eng. Alves Ferreira que nos anos 50 verbalizou o desejo de guindar a orquestra da TAUC a “orquestra da Universidade”. Maestros da TAUC, como Alves Ferreira e Tobias Cardoso, conseguiram não só elevar a TAUC a bons níveis artísticos, como ainda, durante algum tempo, levantaram bem-sucedidas Orquestras de Câmara interpretando repertórios técnica e musicalmente mais exigentes. Mais recentemente, nos anos 90, o maestro André Granjo insistiu nessa ideia. A semente AQUI dormia desde longa data e, reunidas as condições, germinou!

Sim, a OAUC é um sonho tornado realidade e, sem favores ou benevolências, aplaudido de pé. Falamos de uma orquestra académica, de amadores, de muita juventude mas também de muito trabalho e dedicação.

É muito bom poder reconhecer que a TAUC,  tem sonhado e alcançado os seus suados e merecidos triunfos.

Longa Vida à OAUC!!! Longa Vida à TAUC!!!

A. Caetano

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Orquestra Académica da UC em ensaios…

Aqui fica uma espreitadela para dentro da sala de ensaios da Tuna…

Estamos no Inverno mas a sala aquece com esta elevada ocupação por metro quadrado!
Escasseiam cadeiras e estantes. Acotovelam-se músicos com os seus instrumentos.
Força malta porque dia 1 de Março de 2017 é dia de festa!

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Dia 12 de Fevereiro de 2017, 21:30: a malta prepara-se para iniciar o ensaio.

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Os estojos dos instrumentos têm de ficar no corredor! 🙂

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Há tunos de várias gerações e vários filhos da Tuna ali pelo meio! 🙂

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Força maestro! Orquestra a bombar!

Saiba como vai ser o concerto da Orquestra Académica da UC na abertura da 19.ª Semana Cultural da UC:

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