A fechar o ano: nova secção no Arquivo Digital

A fechar o ano de 2019, abrimos uma nova secção no tauc.net:
Arquivo Digital da TAUC > Bibliografia > Colecção de fontes

Nesta nova secção vamos reunir, por ordem cronológica, as fontes escritas que afirmam e demonstram a inequívoca origem da Tuna em 1888.

Este assunto da «origem da TAUC em 1888» tornou-se importante para o Arquivo Digital da TAUC, porque a não divulgação de documentos e a não produção de estudos minuciosos sobre os primeiros 10 anos de vida deste Organismo Cultural da Academia de Coimbra (OCAC), hoje conhecido como Tuna Académica da Universidade de Coimbra (TAUC), “permitiu” que uma ignorância insidiosa tivesse o atrevimento de redigir afirmações, academicamente insustentáveis, cujo objectivo desonesto é fazer crer, os desinformados, de que a TAUC é algo não relacionável com a Estudantina de Coimbra de 1888, grupo que por razões “muito desconhecidas e misteriosas” – ou peut-être au contraire – se dissolveu ou se extinguiu em 1890 ou 1891, etc.

Neste pormenor das dissoluções, extinções e reorganizações, alguns discursos (com determinadas crenças e concepções subjacentes) têm de ser desafiados a adoptar um outro nível de rigor na terminologia, porque a continuidade de organismos académicos assenta na descontinuidade lectiva, e portanto, numa cíclica “dissolução” e posterior “reorganização”, com rápida e inevitável renovação do seu tecido, após um período de 2 a 3 meses de inactividade total; por conseguinte, falar da existência de um horizonte temporal, na “consciência” destas organizações nascidas nos finais do séc. XIX, que ultrapassasse o imediato, só faz realmente sentido quando visto à posteriori, em retrospectiva, depois de já ter sido feito um percurso, depois de existir uma memória, um património e uma identidade. As tunas académicas que se organizaram nos finais do séc. XIX, independentemente de terem uma Direcção e de possuírem, ou não, um documento legal de constituição, organizavam-se para uma ocasião festiva ou para uma viagem, e de imediato se “dissolviam”, por vezes muito antes do final do ano lectivo. No ano seguinte, ou dois ou três anos depois, reorganizavam-se os estudantes em tuna para repetir a receita, repegando na experiência e na imagem anterior. Há casos do que afirmo, e no entanto, em leituras simplificadas ou forçadas da história (procurando, ou não, o peso da antiguidade), há quem opte por dizer que uma instituição foi “fundada” ou se “organizou pela primeira vez em tal data e teve continuidade” apesar de ser certo que a actividade foi intermitente, ocasional, inconstante ou sofreu até interrupções, seguidas de enormes “interregnos” nos quais não se vislumbram quaisquer fios condutores nem pontes possíveis.

Não foi este o caso da TAUC, pois desde 1888 houve uma continuidade associada a um grupo concreto de pessoas com um espírito corporativo e com uma identidade. A actividade do grupo foi perturbada por causas externas, mas foram os próprios elementos fundadores do grupo de 1888 que afirmaram – e ficou para memória futura – essa génese e essa continuidade!!!

Ora, perante a visão interna desses fundadores, que factos? que argumentos? que visões externas? que fontes mais fiáveis arranjaremos nós? para poder colocar em dúvida ou contrariar essa afirmação, tantas vezes repetida, de que a Tuna Académica de Coimbra nasceu em 1888??

Cumprindo os fins do Arquivo Digital da TAUC, criado há 20 anos, aqui estamos a reunir, a digitalizar, a estudar e a difundir informação; e concomitantemente, a preservar a Memória deste organismo e a dinamizar as actuais actividades.

Hoje divulgamos um texto publicado em 1916 que, entre outras coisas, afirma o seguinte:

«A primeira tuna Academica que houve em Coimbra foi Simões Barbas que a fundou, em 1888, com o nome de Estudantina Academica, e durante muitos annos dedicou grande actividade à Tuna, que sob a sua direcção teve os seus melhores dias.»

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