Presentes de Natal

Um texto de António José Soares:

Quem foi a “primeira avó” da Tuna Académica de Coimbra?

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António José Soares foi um dos maiores estudiosos da vida dos Organismos Culturais da Academia de Coimbra (OCAC). Os seus contributos para a história da TAUC são incontornáveis. Talvez só conhecendo com um pouco mais de detalhe a história da TAUC, possamos compreender, em profundidade, o alcance destas suas palavras… que são murros no estômago de alguns deslumbrados e precipitados escrevinhadores de historietas visando a TAUC e outras tunas do séc. XIX – esses, patinam e patinham nos mesmos erros e não contribuem afinal para uma visão integrada dos fenómenos.

A comunidade académica da UC, que poderia pegar nestas áreas temáticas e fazer investigação, não liga patavina a isto, por isso, provavelmente a História da TAUC e das Tunas do séc. XIX e XX será feita por académicos vindos de outras universidades e de outros países. Mas as palavras de António José Soares não foram escritas para ser “murros”, elas são apontadores muito sérios, para os sérios investigadores! 😉

AC

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Tauquianos num jantarinho de Natal 2019

Ser Tuno é … humm, eu podia tentar várias definições … mas comecemos por dizer aquilo que ser Tuno não é … e fiquemos por aqui!

AC

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Grupo de Metais da TAUC no Café Santa Cruz

A tecnologia do séc. XXI lado a lado com a do séc. XII. Diz um tuno estudioso (Altino Cardoso) que uns parentes do conde D. Henrique, pai de Afonso Henriques, membros da ordem de Cister, vieram de França e vivendo do sector primário, foram responsáveis pelo fomento da vinha nas encostas do Douro e pela criação e produção de vinho fino, com alto teor alcoólico, que depois exportado para Inglaterra através do porto da Régua e do porto do Porto 🙂 se viria a designar como – o planetariamente conhecido – vinho do Porto. A escassas dezenas de metros deste copo repousam os ossos de D. Afonso Henriques… que ainda devem ter vibrado com as frequências da tuba!

Foi na quinta-feira, dia 12 de Dezembro de 2019. Sentámo-nos numa mesa do Café Santa Cruz, em Coimbra, para ouvir o Grupo de Metais da TAUC.

Um café, uma água, um copo de vinho do Porto e uma bela exibição por parte da malta. Chega o “Júlio” e resolve colocar aquele fino paralelipípedo a gravar som e  imagem, e a enviar para a “virtual’o’esfera”.

Qual o tuno que há 130 anos atrás, diria que isto hoje seria possível e tão trivial?!? Nem eu há uns escassos 25 anos atrás, quando ali fui gravar alguns espectáculos de fados e guitarradas, com um minidisc, realmente imaginei que teria esta tecnologia no bolso, operada por delicados gestos.

Daniela: «A assistir de Singapura!»

Ligou-se aquela “caixinha mágica” e uma menina, fã da Tuna, que vive do outro lado do mundo, viu e ouviu, em tempo real, o que estávamos a tocar …

As pedras esboroadas da secular Igreja de Santa Cruz – pedras com milhões de anos de idade – já nem sequer nos olham com indiferença… É o passar do tempo… Elas não se confessam mas eu tenho quase a certeza que a música, que é o que nos interessa, também as faz vibrar! 🙂

Será que um dia destes a Tuna ainda vai viajar pela Galáxia?

AC

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Saudação à Tuna Conimbricense por um tuno aposentado, Bráulio Caldas (1897)

Bráulio Lauro Pereira da Silva Caldas (Guimarães, freguesia de S. Miguel das Caldas de Vizela, Belmense, 24 de Março de 1861 – Guimarães, São Miguel das Caldas de Vizela, 18 de Outubro de 1905)

Bráulio Caldas, que estudou Direito na UC entre 1883/84 e 1888/89 e foi elemento do grupo dramático da Estudantina de 1888 (ver n.º 39 na fotografia de 1888), recebeu e saudou a Tuna Académica de Coimbra, em Guimarães, no Theatro D. Affonso Henriques, no dia 1 de Março de 1897:


Saudação à Tuna Conimbricense

por um tuno aposentado

Andorinhas da sciencia
Que esvoaçais por aí…
Sabe Deus a inclemência
Que passastes, vindo aqui!

Guimarães não é tão triste
Como a chuva que mostra este ano!
– Eu protesto, de arma em riste,
Contra o tal Saragoçano.

A chuva de inverno é frio
É gelo, é neve, é torpor;
Mas não esmaga a alegria
Da mocidade o calor.

Ide dizer ao Mondego,
(De Guimarães, velho e nobre)
Que passastes tempo ledo
Sob este céu que vos cobre.

Tendes na Penha os rochedos
Que, velhos têm mocidade;
Também sabem os segredos
Do Penedo da Saudade.

Vossas guitarras são de oiro.
Os bandolins são de prata;
A tuna é rico tesoiro
Que Guimarães arrebata.

Cantai, tocai, que essa vida
Em breve tempo se esvai,
É nota alegre e querida
Que tem a vida de um ai.

As pétalas das camélias
Que vos cobriram a fronte
São sorrisos das Ophelias
D’este formoso horizonte.

Houve sorrisos de amor…
Chegastes por uma aurora…
Despedis-vos só há dor,
Todos sentem, alguém chora.

Mas ninguém estranha o caso
Ouvindo dizer: partistes;
Quando os sois vão no ocaso
Vêm as noites que são tristes.

Guimarães, 1 de Março de 1897

Bráulio Caldas

Versos publicados no jornal “Vimaranense”, 7. º ano, número 600, 9 de Março de 1897.

Do número anterior do Vimaranense (n.º 599, 5 de Março de 1897) damos relevo à frase seguinte: «Respondeu-lhe o presidente da tuna [António Silveira] agradecendo-lhe e levantando-lhe vivas que foram correspondidos pelos académicos de Coimbra ao antigo colega da tuna conimbricense.»

António Rodrigues da Costa Silveira Júnior, quintanista fitado em 1897.

António Rodrigues da Costa Silveira Júnior (Póvoa de Varzim, 19 de Agosto de 1871 — Póvoa de Varzim, 30 de Julho de 1934), estudante de Direito na UC entre 1892/93 e 1896/97, foi presidente da TAUC no ano lectivo de 1896/97.

Em Dezembro de 1888, quando a Estudantina de Coimbra foi recebida no Porto «Também aguardavam a chegada dos estudantes muitas senhoras, cavalheiros de distinção e uma comissão de estudantes do Lyceu de Braga. Compunha-se essa comissão dos srs. António da Silveira, Presidente; …». (1)

Uma outra fonte online refere o seguinte sobre António Silveira: “Cedo começou a demonstrar a vivacidade invulgar do seu espírito, pois foi o «presidente infalível da caloirada dos Liceus de Braga e de Lamego», que frequentou. Era «primoroso de frase e sublime inspiração». “

O que pretendo demonstrar é mais ou menos evidente: enquanto estudante liceal, António Silveira, teve contacto com a Estudantina de Coimbra, logo em 1888. Em 1892, quando foi estudar Direito para Coimbra, foi reencontrar a malta da estudantina que daí em diante sempre acompanhou, fazendo até notar a sua presença na imprensa, devido aos seus dotes oratórios: em Março de 1894 na homenagem da Academia de Coimbra à memoria do Infante D. Henrique (2); em Fevereiro de 1895 na recepção da Tuna de Compostela em Coimbra (3); em Março de 1985 na homenagem a João de Deus em Lisboa (4), etc. Dotes esses que o terão guindado à presidência da TAUC em 1896.(5) António Silveira conhecia perfeitamente a história da Tuna, e sabia que Bráulio Caldas foi um dos elementos da tuna conimbricense. (6)

Adamo Caetano, 28 de Novembro de 2019

Do mesmo jornal, deixo transcrição da notícia que relata a noite do espectáculo:

“Vimaranense”, 7.º ano, número 599, 5 de Março de 1897
A tuna académica de Coimbra
Um caso novo n’esta terra e por isso mais simpático e de mais curiosidade. Concorreram, para que tivéssemos o prazer de ver e ouvir um distinto grupo da academia de Coimbra, os nossos patrícios que frequentam a Lusa Athenas, e conjuntamente o sr. Jeronymo Sampaio, incansável trabalhador no brilhantíssimo de festas académicas.
O dia da visita foi para nós e para eles de uma infelicidade enorme. Muita chuva, fria como o gelo da Sibéria, e constante, impertinente sem um sorriso de sol.
Apesar de tão grande infelicidade, a recepção foi brilhante na Estação do Caminho de Ferro, à chegada do comboio n.º 1 que conduzia os tunos. Uma banda de música que executou o hymno académico de Guimarães, girândolas de foguetes, muitos vivas e a academia de Guimarães que os aguardava com o entusiasmo de rapazes. Depois de recebidos com os discursos e boas vindas do estilo, dispersaram-se indo a maior parte deles para o palacete do conhecido e ilustre arqueólogo sr. Martins Sarmento onde foram recebidos com todo o entusiasmo, havendo discursos elogiativos ao distinto arqueólogo e benemérito de Guimarães que os recebeu oferecendo-lhes um distinto copo de água. Diferentes grupos, em carros passearam as ruas, recebendo as mais extraordinárias ovações sob uma chuva de flores que contrastava num sorriso de entusiasmo com a sombria e impertinente chuva do inverno; uma verdadeira fevereirada. Hospedaram-se no conhecido hotel do Toural e alguns académicos em casas particulares e de família. Em casa do sr. Serafim dos Anjos, comerciante desta praça deu-se uma verdadeira batalha de flores na passagem dos académicos que penhorados, atiravam com as capas às janelas numa expansão delirante que era recompensada com as coroas de louros e de camélias que as damas D. Júlia, D. Anna Fernandes, D. Maria Fernandes, D. Elisa, D. Julieta Guimarães e D. Josefina Ferreira atiravam aos carros que os conduziam. Muito bem; é assim como Guimarães deve receber hóspedes ilustres.
Houve manifestações como estas na Porta da Villa à passagem da casa do snr. Fernandes; na rua de Santa Maria à passagem das casas do digno escrivão snr. José Joaquim d’Oliveira, António Carneiro, e António Luiz; rua das Lamellas, em casa do sr. Domingos Ribeiro da Costa Sampaio; largo da Misericórdia, em casa do sr. dr. Motta Prego e outras.
À noite realizou-se o espectáculo, que constou de 4 partes como anunciava o programa que, antecipadamente, fora distribuído.
O nosso 1º teatro D. Afonso Henriques estava à cunha. Nos camarotes o que há de mais distinto na cidade. Tocou-se o entusiástico e sugestivo hymno académico de Coimbra. Foi recebida a tuna pelo presidente da academia-vimaranense snr. Neves Pereira, rapaz inteligente, que discursou com entusiasmo dando as boas vindas à distinta tuna conimbricense. Seguiu-se o presidente da tuna conimbricense snr. António Silveira, quintanista de Direito, um rapaz bem conhecido pelo seu talento, que discursou com a eloquência que lhe é peculiar, não pondo de parte a história pátria, acerca de Guimarães, delineando-a com estilo de poeta e com a substância de quem conhece a sua crítica. Foi muito aplaudido.
Foi executada em seguida a 1ª parte do programa que constou do seguinte:
Quien vive! – paso doble
A mi madre Assenchi – suite
Chaleco Blanco – seguidilla.
A parte dramática, na 2ª parte, que constou da comédia Os dois Estroinas, já conhecida aqui, mas que nada deixou a desejar e a cançoneta por Macieira Júnior, foi bem recebida e aplaudida.
terceira parte não podia deixar de entusiasmar os espectadores ainda um pouco frios. Os fados de Coimbra têm uma vaga melancolia que agita os nervos; um tic que não se imita facilmente. N’aquele dedilhar das guitarras um sentir delicioso das noites da Estrada da Beira e do Penedo da Saudade.
Agradaram também as cançonetas De Paris e Sol-lá-si-dó cujos intérpretes foram aplaudidos.
4ª parte abriu com a Rhapsodia Portugueza do dr. Simões de Carvalho Barbas, professor de música da Universidade e antigo regente da Tuna de Coimbra. É ele uma esplêndida alma, um exímio executante de viola francesa e um belo companheiro da mocidade académica. Foi muito aplaudido como autor e com justiça, levantando-lhe a academia entusiásticos vivas.
Seguiu-se o académico Gaspar de Abreu e Lima, terceiranista de Direito que discursou dum camarote, fazendo a apologia de Guimarães, numa linguagem burilada e eloquente, atingindo por momentos o entusiasmo íntimo de quem está ligado a esta nobre terra por laços de parentesco. Muito bem e muito aplaudidos.
Nesta ocasião foi oferecida à tuna, pelo nosso patrício o académico Luiz (Aldão) uma formosa corbeille de flores artificiais que foi recebida com salva de palmas assim como o bouquet que, juntamente, foi recebido por o snr. Jeronymo Sampaio.
O sr. dr. Braulio Caldas que em seguida apareceu num camarote, tendo acabado de escrever uma poesia dedicada à tuna, discursou referindo-se com elogio ao discurso do académico Gaspar de Abreu Lima, e em geral à academia de Coimbra, e leu a poesia que pelo próprio punho tinha escrito em papel selado, entregando-a depois ao presidente da tuna, encaixilhada num belo quadro dourado, com o seu retrato de quintanista de Theologia e Direito e com um bilhete de visita com duas quadras, como intróito à poesia que fora distribuída impressa e que não publicamos agora por falta de espaço, o que faremos no número seguinte.
Respondeu-lhe o presidente da tuna agradecendo-lhe e levantando-lhe vivas que foram correspondidos pelos académicos de Coimbra ao antigo colega da tuna conimbricense.
Executaram-se depois os outros números de música, uma esplêndida sinfonia do regente da Tuna e afinal o hymno académico de Coimbra que foi ouvido de pé, terminando com vivas entusiásticos à academia.
No fim do espectáculo dispersaram-se os académicos, formando alguns grupos serenatas pelas ruas, indo a maior parte para a Assembleia Vimaranense, onde lhes foi oferecida uma soirée que, segundo nos consta, durou até às 4 horas e meia da manhã, hora a que os simpáticos académicos partiram para Ponte de Lima.
Voz do Porvir, n.º 1 Coimbra 7 de Março de 1897
Em digressão por Villa Nova de Famalicão, Ponte do Lima e Guimarães, foi a nossa tuna despertar a alegria durante o Carnaval, animando com seus chistes a monotonia do tempo. Em Vizella foi-lhes feita uma brilhante recepção pelo sr. dr. Bráulio Caldas, que assim mostrava lembrar-se ainda do seu antigo génio académico. Contam-nos que em Guimarães fez um figurão com a sua apreciável voz de tenor, o nosso amigo Candido Pedro Viterbo.
(1) Estudantes em orquestra, António José Silva Nascimento, José António Silva Nascimento, Coimbra, 2010, pág. 25,  no Porto em 1888.
(2) Gazeta Nacional. Coimbra, 7 Março 1894, Ano 3, Nº 234, p. 2
(3) Estudantes em orquestra, pág. 60, na recepção da Tuna de Compostela em Fevereiro de 1895.
(4) Estudantes em orquestra, pág. 68, Março de 1895 Homenagem a João de Deus, em Lisboa.
(5) Estudantes em orquestra, pág. 80, e outras refs.
(6) António Silveira e Bráulio Caldas não foram contemporâneos, mas nesse espectáculo em Guimarães 1897, estava pelo menos o maestro Simões Barbas que poderia naturalmente confirmar que Bráulio Caldas integrara o grupo 7 anos antes.
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O nosso bom Hylario!

O nosso bom Hylario! Siiiim NOSSO!!! Porque antes do mito e da Hylariomania, que se sucedeu à sua morte, Hylario foi um conhecido estudante de Coimbra, um boémio serenateiro, que se integrou nas fileira da TAUC de 1893 a 1896 e isso está excepcionalmente documentado nos jornais da época.
A malta do Arquivo da TAUC, de vez em quando encontra notícias sobre Augusto Hylario da Costa Alves (Viseu, 7 de Janeiro de 1864 – Viseu, 3 de Abril de 1896) ainda antes do mito. Encontrei esta há uns meses atrás e achei… hilariante! 🙂
Aqui fica transcrito!
AC
O Campeão das Províncias, n.º 4473, ano XLV, 5 de Junho de 1895
Carta de Lisboa
4 de Junho de 1895
É inaudito o que acaba de succeder aqui ao sympathico Hylario. O facto narra-se nos seguintes termos:
«O aspirante medico naval Augusto Hylario, que tão popular se tornou em Lisboa por occasião dos festejos João de Deus, passou hoje pelo desgosto de ser preso. As 10 horas da manhã apresentou-se no Hotel Continental, onde elle estava hospedado, um aspirante de marinha com ordem do prisão dada pelo 2.º commandante da Escola Naval, capitão do fragata Cunha Silva. Augusto Hylario foi preso por ter tomado parte no espectaculo que hontem se realisou no Real Colyseu em beneficio de um pobre tysico. O engraçado do caso é que o bondoso Hylario tinha licença de tres dias do almirantado para vir a Lisboa, mas na Escola Naval, onde para com os aspirantes medicos navaes se usa d’uma disciplina de cortar ferro, ignorava-se esse facto. No almirantado, logo que constou a prisão do estudante, enviou-se ordem para a Escola Naval para o pôrem em liberdade, o que se realisou ás tres horas da tarde. O Hylario, ao vêr-se entre os ferros d’el-rei, encheu-se de tristeza comica, pegou na penna e escreveu a seguinte engraçada carta um amigo:
«Amigo F…- Parece-me estar vendo n’este momento ante os meus olhos [n]um cyclorama de luz, uma visão encantadora, estonteante, que me pergunta:
Bohemio, triste bohemio
Onde está teu coração?
Resposta:
'Sta a esphacellar-se aos bocados
Nas grades d'uma prisão.
O Hylario parte esta noite para Coimbra no comboyo das 9 horas e 45 minutos.»
Factos são estes que só em Lisboa se praticam.

Diario Illustrado, 6 de Junho de 1895.

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TAUC rocks!!!

“TAUC ROCKS!” num arranjo de Luís Cardoso de 5 temas das décadas de 80 e 90:

Chiclete – Taxi (00:00);
Dunas – GNR (03:17) https://youtu.be/oh1qzxr2A_A?t=198;
Chico fininho – Rui Veloso (06:17) https://youtu.be/oh1qzxr2A_A?t=377;
Sol da Caparica – Peste & Sida (08:08) https://youtu.be/oh1qzxr2A_A?t=488;
Contentores – Xutos & Pontapés (10:22) https://youtu.be/oh1qzxr2A_A?t=623.

Este vídeo é um excerto de um concerto intitulado «Playback: em viagem pelos anos 80», que aconteceu no dia 19 de Março de 2019, às 21h30, no Teatro Académico de Gil Vicente e fez parte do programa da 21.ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra* cujo tema foi «Caminhos».

Neste concerto, a Tuna Académica da Universidade de Coimbra revisitou alguns temas icónicos da música pop/rock portuguesa dos anos 80/90 do séc. XX. Percorrendo os caminhos da música pop e rock, a Orquestra da TAUC e o Ensemble de Jazz da TAUC saíram do seu registo habitual para apresentar um espectáculo memorável que incluiu temas celebrizados por artistas como Carlos Paião, Taxi, GNR, Xutos & Pontapés, etc.

Registo vídeo feito pela TV AAC.

Por indisponibilidade do maestro da Tuna, Leandro Alves, teve a gentiliza de dirigir este concerto o maestro André Granjo,

* A 21.ª Semana Cultural da Universidade de Coimbra decorreu entre Março e Maio de 2019 (em Coimbra uma semana pode ser muuuuuuito longa!).
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Ano lectivo-artístico de 2018/2019: um balanço

À semelhança do ano anterior, marcado indelevelmente pelas comemorações dos 130 anos da TAUC, também o ano letivo 2019/2020, que agora chegou ao fim, foi preenchido por um sem número de atividades, algumas delas, a cargo de novos agrupamentos musicais formados no seio do nosso organismo.

O ano letivo iniciou-se, como já vem sendo hábito, com um concerto de abertura pela Orquestra Académica da UC (OAUC). Demos as boas-vindas aos novos estudantes da UC e, muito particularmente, aos novos músicos da OAUC e da TAUC, interpretando obras de diversos compositores contemporâneos, sob o mote «Música 100 Idade». À música portuguesa foi dado merecido relevo, com composições de Vianna da Mota e de António Fragoso a destacarem-se no repertório que foi apresentado no TAGV no dia 23 de setembro.

Com a chegada do mês de outubro chegou também o evento mais aguardado por muitos caloiros de Coimbra: a Festa das Latadas e Imposição das Insígnias ou “Latada”, como é carinhosamente apelidada pela maioria dos estudantes. À semelhança de anos anteriores, a nossa Big Band Rags marcou presença no Sarau Académico, que teve lugar na Praça da Canção.

Em novembro teve lugar um dos eventos mais marcantes do ano letivo: o II Encontro de Orquestras Académicas, que trouxe até Coimbra a Orquestra da Universidade de Santiago de Compostela. Um sarau intimista com atuações de três dos grupos da TAUC fez as delícias dos músicos convidados no dia 17, precedendo o encontro entre a OAUC e o grupo espanhol que decorreu no dia seguinte, no Auditório do Conservatório de Música de Coimbra.

II Encontro de Orquestras Académicas, Novembro de 2018. OAUC e Orquestra de Santiago de Compostela no auditório do Conservatório de Música de Coimbra, 18 de Novembro de 2018.

Mas as atividades de 2018 não se ficaram por aqui! Houve ainda tempo para, no dia 24 de novembro, a Orquestra e a Big Band Rags rumarem ao Casino do Estoril a fim de participarem no 98º Aniversário da Tomada da Bastilha.

Orquestra da TAUC no Casino do Estoril , 98º Aniversário da Tomada da Bastilha, 24 de Novembro de 2018.

No dia 1 de dezembro, encerrámos as comemorações dos 130 anos da TAUC com um concerto solidário a favor da associação Acreditar, que juntou a Orquestra da TAUC, o Grupo de Metais da TAUC, o Grupo de Fados da TAUC e a Orquestra da AATUC.

TAUC no Salão de S. Tomás de Aquino,  Seminário Maior de Coimbra, no dia 1 de Dezembro de 2018, 130 anos depois da 1ª actuação oficial (1 Dez de 1888)

Também no mesmo dia, a Big Band Rags animou a Gala de Encerramento do Festival Caminhos do Cinema Português.

Para terminar o ano em beleza, o Grupo de Metais deu um pequeno concerto no Café Santa Cruz, a 13 de dezembro

Grupo de Metais da TAUC, Café Santa Cruz, 13 de Dezembro de 2018

e o Ensemble de Jazz estreou-se com uma atuação no Convento de S. Francisco, na festa de Natal da Acreditar, no dia 15 de dezembro.

Ensemble de Jazz, S. Francisco, 15 de Dezembro de 2018.

Já em 2019, e depois de ultrapassada a temida época de exames, a Orquestra e a Big Band Rags rumaram até Fazendas de Almeirim para realizar um concerto memorável quer para os músicos, quer para o entusiástico público que encheu o Centro Cultural naquele sábado de fevereiro.

Dia 1 de março coube à OAUC abrir uma nova edição da Semana Cultural da Universidade de Coimbra. Subordinado ao tema da Semana, «Caminhos», o concerto «Novos e Velhos Caminhos» levou até ao TAGV um repertório eclético que incluiu uma rapsódia de temas da banda sonora de O Caminho das Estrelas e dois andamentos da Sinfonia do Novo Mundo, de Dvořák, que foram dirigidos pelo maestro convidado Tiago Oliveira.

Orquestra da TAUC, espectáculo «Em Playback: em Viagem pelos Anos 80», 19 de Março de 2019 no TAGV.

Umas semanas depois, a 19 de março, a Orquestra e o Ensemble de Jazz subiram ao palco do TAGV para proporcionar ao público uma pequena viagem no tempo. Em Playback: Em Viagem pelos Anos 80 relembraram-se temas icónicos da música popular portuguesa, com particular destaque para a música de Carlos Paião.

Jazz Ensemble da TAUC , no TAGV, espectáculo «Em Playback: em Viagem pelos Anos 80», 19 de Março de 2019 no TAGV.

No meio da preparação intensa para este concerto, a Orquestra da TAUC teve ainda tempo para uma pequena participação no VI Boticários – Festival de Tunas Mistas da Phartuna. Imparável, a Orquestra esteve novamente no TAGV no dia 4 de abril para o Dia do Antigo Estudante de Coimbra e Tomada da Bastilha II.

Chegados a maio, e antecipando a chegada iminente da Queima das Fitas, teve lugar logo no dia 1 o VIII Encontro de Big Bands da Queima das Fitas. Nesta edição a Big Band Rags recebeu a Orquestra Ligeira de Ansião e a Orquestra Ligeira da Sociedade Filarmónica Alvaiazerense, que levaram até aos Jardins da AAC os ritmos hipnotizantes do jazz e da música ligeira.

E como o mês de maio em Coimbra é sinónimo de Queima das Fitas, seguiram-se as diversas iniciativas culturais tradicionalmente incluídas nesta festa. No dia 3, a Orquestra e a Big Band Rags marcaram presença no Sarau de Gala, cuja abertura esteve, como habitualmente, a cargo da Orquestra, do OAC e do CMUC. Alguns dias depois, a Big Band Rags animou o Baile de Gala das Faculdades e também o Chá Dançante, ambos decorridos no Pavilhão Mário Mexia.

Big Band Rags da TAUC no Sarau da Queima da Fitas de Coimbra 2019, TAGV, 3 de Maio de 2019.

Seguiram-se ainda vários eventos até ao final do ano letivo: as participações da Big Band Rags na Gala Pixel D’Ouro e do Grupo de Metais na cerimónia de abertura do Rally de Portugal, as atuações do Ensemble de Jazz e do Quarteto de Cordas na Feira Cultural de Coimbra (tendo mais uma vez as condições meteorológicas impedido a participação agendada de outros grupos da TAUC), o concerto do Ensemble de Jazz integrado no I FUT Fest, a atuação do Grupo de Metais na Praça 8 de Maio (concluída abruptamente devido à chuva) e a participação do Quarteto de Cordas nas comemorações do Dia Internacional da Juventude.

Com um ano letivo destes, chegou sem dúvida a altura de umas merecidas férias!

Rita Agrela

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